A ARTE DE PARAR PELA PAZ
Estamos vivendo sob a ameaça da guerra, num mundo em crise refletindo a doença coletiva do século - a ânsia de poder, a ganância - que atropela projetos, interrompe vidas, estilhaça sonhos.
Mas percebemos claramente as forças contrárias se opondo - na iminência da guerra, o mundo se une clamando pela paz. Manifestações diversas de grupos de místicos, políticos, crianças, trazendo a esperança de que a força sinistra da destruição possa ser neutralizada pela corrente de amor que é lançada a cada reunião, passeata ou movimento em nome da harmonia e tolerância.
Não tem jeito, sabemos que vivemos no plano da dualidade onde o bem e o mal estarão sempre se atraindo, onde guerra e paz serão sempre experiências necessárias ao aprendizado. Mas percebemos também que nesse momento de transição os extremos se acentuam, exigindo posturas ativas, não sendo mais possível ficarmos em cima do muro, alienados de tudo o que se passa à nossa volta. O momento pede que todos centrem-se no presente, assumam seus postos, unam-se aos seus grupos e escolham a guerra ou a paz, a luz ou as sombras.
Unimos nossos corações à energia coletiva que está se criando para que o planeta passe por essa importante transição, vibrando no amor e na luz. Temos certeza que se todos somarem suas intenções nesse propósito - construindo a paz nos pequenos atos, nas palavras e no coração - a corrente se fortalecerá e a ascensão coletiva será conquistada pelo mérito de cada um de nós.
Jornal Universus - Março/Abril - 2003
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